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As baterias do automóvel: tipos e dicas
Conectar com a GT 13 Setembro 2017
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As baterias do automóvel: tipos e dicas

A bateria é essencial para poder pôr o automóvel a trabalhar e para que elementos elétricos como as luzes funcionem corretamente.

No veículo elétrico a bateria tem uma grande importância e representa uma importante percentagem do seu custo. A diferença face aos veículos convencionais prende-se com o facto das baterias dos veículos elétricos se caracterizarem por estar preparadas para experimentar um alto ciclo de carga/descarga.

A vida útil da bateria depende de vários fatores, tais como as características da própria bateria. Porém, a ausência de revisões periódicas ou as temperaturas frias podem acelerar a sua deterioração. Ao realizar-se uma boa manutenção (as soluções de orçamentação como ‘GT Estimate’ mostram os planos de manutenção recomendados pelo fabricante, incluindo operações, referências e tempos) e quando se substitui a bateria é recomendável comprovar o estado do alternador, pois caso esteja em mau estado pode danificar a bateria.

Tipos de baterias

Baterias de cálcio

São constituídas por umas placas de liga de cálcio. Esta composição contribui para a redução da perda de fluido da bateria e um rácio de auto descarga mais lento. A principal desvantagem é que, se se sobrecarrega, a bateria pode sofrer danos.

Baterias de células húmidas

Possuem um conjunto de placas que se encontram suspensas livremente, estando isoladas umas das outras e com a placa negativa selada numa zona independente. O fluido da bateria irá permanecer até ao fim da vida útil da mesma.

São as mais comuns e económicas.

Baterias VRLA (Gel e AGM)

VRLA (Valve Regulated Lead Acid) refere-se às válvulas de segurança que estão na caixa da bateria. O líquido contido na caixa está pressurizado, o que impede a perda de fluidos.

Neste grupo encontramos dois tipos básicos:

http://gtmotive.com/wp-content/uploads/2011/05/ok-blue.png Baterias de Gel: possuem um ácido gelificado e podem resistir a descargas profundas. Geralmente não são utilizadas em aplicações de arranque porque as elevadas temperaturas que se produzem no compartimento do motor geram um aumento do volume do gel com influência na duração e prestações elétricas da bateria.

http://gtmotive.com/wp-content/uploads/2011/05/ok-blue.png Baterias AGM (“secas”): possuem um separador de fibra de vidro que permite manter o eletrólito no seu lugar resultando numa resistência interna muito baixa. É excelente para o arranque do motor já que permite proporcionar muita potência para uma bateria tão pequena.

Baterias de iões de Lítio

Dentro deste grupo existem diferenças em função do óxido de lítio que utilizam no cátodo. Como são muito leves, são comuns para a alimentação de veículos elétricos. Apresentam uma eficiência de recarga e ciclo de vida superiores a outras baterias utilizadas nos veículos elétricos, enquanto que o seu índice de descarga é amplamente menor. Possuem um custo elevado.

Baterias de ciclo profundo

Utilizadas nos carros elétricos, fornecem energia por um longo período de tempo. Possuem umas placas mais grossas que permitem à bateria aumentar a sua capacidade de carga. Normalmente não se utilizam nos veículos devido ao seu alto rácio de descarga. Costumam ser caras.

Baterias de Chumbo-Ácido

Podem ser utilizadas em veículos elétricos e foram utilizadas durante muito tempo para o arranque dos motores de combustão. Têm um baixo custo e estandardização universal. Apresentam um bom comportamento num intervalo amplo de temperaturas, bem como uma boa retenção da carga ao longo do tempo e boa potência específica. Como principal desvantagem destaca-se a fraca densidade energética pois a sua capacidade de armazenamento é de apenas 40Wh/kg.

Baterias de Metal-Níquel

São caracterizadas por possuírem uma adequada potência específica e um longo ciclo de vida. No entanto, o seu custo é mais elevado e apresentam um alto índice de descarga nos períodos de inatividade. A sua capacidade de armazenamento é de 60Wh/kg, inferior relativamente às baterias de Lítio.

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