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O que é o “downsizing” e como funciona?
Geral 24 Janeiro 2018
Tags Mecânica

O que é o “downsizing” e como funciona?

As restrições impostas às emissões contaminantes dos veículos e a preocupação por obter-se um consumo de combustível mais eficiente impulsionaram o “downsizing” aquando do fabrico de novos motores.

O que é o downsizing?

Consiste no desenvolvimento de motores mais eficientes, com maior rendimento e que consumam e contaminem menos. Ainda que para esse efeito, tenha que reduzir-se a massa do motor em relação aos motores convencionais (menor cilindrada, menos pistões…) sem nunca serem afetadas as prestações (como potência ou binário).

Como se consegue obter um rácio potência/cilindrada mais alto com o “downsizing”?

Na maioria dos casos, as tecnologias mais utilizadas são a distribuição variável ou a sobrealimentação mediante carregadores turbo (que possibilitam, a baixas rotações, comprimir mais ar dando lugar a uma menor combustão e, consequentemente, maior rendimento). A sobrealimentação, para além de melhorar o rendimento dos motores a gasolina e gasóleo e de contribuir para a diminuição de emissões, possibilita que os motores a gasolina atinjam a sua força máxima (binário máximo) a uma rotação mais baixa.

O “downsizing” não pressupõe apenas uma poupança para o condutor como também para os próprios fabricantes, dado que com um único bloco de motor podem proporcionar diferentes rendimentos e potências (em função do número de turbos incluídos, da adição do intercooler…).

Esta técnica afeta igualmente outras particularidades do motor no que respeita ao desenho e materiais. O aumento da pressão e da temperatura tem impacto na espessura das paredes de elementos como a cabeça do motor, para além de ser imprescindível a utilização de materiais de maior resistência. Por outro lado, têm que adicionar-se peças que permitam uma melhor refrigeração do motor (tais como as válvulas de escape preenchidas com sódio).

Vantagens e inconvenientes

De entre as vantagens, destacam-se: a redução do consumo e emissões, maior rendimento e eficiência (especialmente visível a baixas rotações e com baixos regimes de carga) e maior binário comparativamente com um motor atmosférico às mesmas rotações.

De entre os inconvenientes, tem-se: o curto período de tempo no mercado para analisar a fiabilidade e menor suavidade derivada da redução de cilindros.

Imagem: pixabay

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